Contextualização do Seminário sobre Riscos Climáticos
No dia 27 de janeiro, o Espaço Cultural Grande Otelo sediou um importante seminário intitulado “Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas”. Este evento foi uma realização da Prefeitura de Osasco em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a consultoria ICARE. O seminário faz parte de uma iniciativa abrangente para desenvolver um Mapeamento de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas, fundamental para a criação do futuro Plano de Ação Climática Municipal, administrado pelo GT Climático.
Objetivos do Mapeamento de Riscos Climáticos
O principal objetivo deste mapeamento é identificar e analisar as vulnerabilidades climáticas enfrentadas pelo município. Isso incluirá a coleta de dados sobre eventos climáticos extremos, como ondas de calor e deslizamentos, além de um diagnóstico participativo que envolva a comunidade na identificação de áreas mais suscetíveis a riscos climáticos. Essas informações são cruciais para a criação de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
A importância da parceria com o PNUD
A colaboração com o PNUD é essencial, pois traz uma rica experiência internacional e metodológica para o projeto. O suporte técnico do PNUD auxilia na implementação de melhores práticas globais em gerenciamento de riscos climáticos. Essa parceria também assegura que as ações de Osasco sejam alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU, garantindo que os esforços do município em relação ao clima sejam robustos e baseados em evidências.

Contribuições da consultoria ICARE
A consultoria ICARE desempenha um papel fundamental na orientação dos processos de avaliação de risco. Seus especialistas utilizam metodologias baseadas no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), proporcionando um conhecimento técnico rigoroso que permite uma análise aprofundada das condições climáticas atuais e futuras. A equipe da ICARE foi responsável por facilitar a interação entre os stakeholders e garantir que todas as vozes relevantes fossem ouvidas durante o seminário.
Metodologia usada para análise climática
A metodologia proposta para este estudo se divide em quatro etapas principais: a primeira envolve a elaboração de um plano de trabalho, seguida pela realização de seminários e oficinas com a sociedade civil. A terceira fase é o diagnóstico e mapeamento participativo das vulnerabilidades. Finalmente, a última etapa consiste na entrega de mapas que desenharão as áreas mais vulneráveis a eventos extremos, com ênfase em aspectos como precipitação, temperatura e períodos de estiagens.
Resultados esperados do seminário
Esperamos que, ao final desse processo, Osasco tenha um entendimento mais claro de suas vulnerabilidades climáticas e esteja equipada com um conjunto de diretrizes claras para o desenvolvimento de políticas públicas que visem a adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O mapeamento resultará em um relatório que servirá como base para ações futuras de planejamento urbano e desenvolvimento sustentável.
Intervenções urbanas e impactos climáticos
O seminário não apenas discute riscos, mas também sugere possíveis intervenções urbanas que podem ser implementadas para reduzir a vulnerabilidade climática da cidade. Isso incluirá a criação de mais áreas verdes, melhorias na infraestrutura de drenagem e a implementação de práticas de construção resilientes. Essas ações, além de fortalecer a resistência da cidade, também contribuirão para a qualidade de vida dos cidadãos.
Reuniões futuras e participação da sociedade
Este seminário é apenas uma das várias etapas do processo. Reuniões futuras estão previstas para março, quando workshops participativos serão realizados para coletar mais dados e engajar a comunidade em discussões sobre as vulnerabilidades climáticas. Essas oficinas são uma oportunidade valiosa para a população contribuir ativamente para o planejamento e as soluções climáticas do município.
Compromisso das lideranças municipais
Durante a abertura do seminário, o Secretário de Planejamento e Gestão, Eder Máximo, enfatizou que a questão climática é um compromisso coletivo que transcende as administrações. Segundo ele, é necessário pensar nas próximas gerações, e as autoridades municipais têm a responsabilidade de garantir um futuro sustentável para a cidade. Esse compromisso foi compartilhado por outros líderes presentes, que reforçaram a importância de um governo que trabalha em conjunto com a comunidade.
O papel da população no planejamento climático
A participação ativa da população é fundamental para o sucesso do mapeamento e das futuras ações climáticas. Os moradores de Osasco são incentivados a compartilhar suas experiências e conhecimentos locais durante os workshops, ajudando a moldar um plano que realmente represente as necessidades e preocupações da comunidade. Com isso, espera-se criar um ambiente urbano mais seguro e resiliente a longo prazo.
