Cidades que mais geraram empregos em 2025
Em 2025, a cidade de São Paulo novamente se destacou como a principal geradora de empregos formais com carteira assinada no Brasil, com a criação de 101.818 novas vagas. Esse número, embora representasse um saldo positivo, foi 34% inferior ao que foi registrado em 2024. Esta diminuição é notável e reflete uma tendência de desaceleração mais ampla, já que a média nacional foi de 24% de queda no mesmo período, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (novo CAGED).
Além de São Paulo, outras capitais também apareceram no ranking das que mais criaram empregos. Entre as cidades que se destacaram, o Distrito Federal ficou em segundo lugar, com a adição de 51.638 postos, seguido por Rio de Janeiro com 40.487 e Salvador com 30.441 oportunidades.
A tabela a seguir resume as dez cidades que mais contribuíram para o aumento do emprego em 2025:

| UF | Cidade | Saldo em 2025 |
|---|---|---|
| SP | São Paulo | 101.818 |
| DF | Brasília | 51.638 |
| RJ | Rio de Janeiro | 40.487 |
| BA | Salvador | 30.441 |
| SP | Osasco | 24.916 |
| PE | Recife | 22.958 |
| MA | São Luís | 19.252 |
| CE | Fortaleza | 19.095 |
| AM | Manaus | 18.338 |
| PB | João Pessoa | 14.892 |
Perdas de empregos: os piores cenários
Por outro lado, algumas localidades enfrentaram sérios desafios com a perda de empregos. O cenário negativo foi bastante disperso e incluiu tanto cidades de médio a grande porte quanto localidades menores. A cidade de Santa Rita do Passa Quatro, localizada em São Paulo e com apenas 24.800 habitantes, registrou a maior perda, com a demissão de 3.942 trabalhadores ao longo do ano.
Na sequência, dois municípios de Minas Gerais, Itaúna e Mariana, também sofreram com perdas significativas, com 2.099 e 2.074 demissões, respectivamente. A tabela a seguir resume as cidades com os maiores saldos negativos:
| UF | Cidade | Saldo em 2025 |
|---|---|---|
| SP | Santa Rita do Passa Quatro | -3.942 |
| MG | Itaúna | -2.099 |
| MG | Mariana | -2.074 |
| SC | Indaial | -1.715 |
| SP | Morro Agudo | -1.653 |
| RN | Mossoró | -1.393 |
| SP | Sertãozinho | -1.330 |
| RN | Assú | -1.284 |
| BA | Ibotirama | -1.269 |
| RJ | Volta Redonda | -1.260 |
Impacto das capitais no emprego formal
As capitais exerceram uma influência significativa sobre o emprego formal em 2025. Embora São Paulo tenha liderado em números absolutos, outras capitais também demonstraram desempenhos notáveis. Cidades como Brasília e Rio de Janeiro não apenas criaram um número elevado de novas vagas, mas também contribuíram para o dinamismo do mercado de trabalho em suas regiões.
Entretanto, deve-se considerar que o crescimento nas capitais pode não refletir as realidades em cidades menores, onde os problemas econômicos frequentemente afetam a criação de vagas. Esse contraste é vital para compreender a estrutura do emprego formal no Brasil.
Os casos de sucesso no Nordeste
No Nordeste, pequenas cidades apresentaram avanços notáveis na criação de empregos formais. Curral Novo do Piauí foi destaque, alcançando um impressionante crescimento de 567% em relação ao saldo de 2024. Além de Curral Novo, outras cidades como Belém de Maria e Paiva também mostraram aumentos significativos, contribuindo para a melhoria do cenário regional de emprego.
A tabela a seguir aponta os maiores crescimentos proporcionais no Nordeste:
| UF | Cidade | Variação no saldo ante 2024, em % |
|---|---|---|
| PI | Curral Novo do Piauí | 567 |
| PE | Belém de Maria | 256 |
| MG | Paiva | 230 |
| PB | Areia de Baraúnas | 183 |
| CE | Lavras da Mangabeira | 180 |
| RS | Miraguaí | 163 |
| MA | Presidente Vargas | 153 |
| PI | Colônia do Piauí | 144 |
| AL | Estrela de Alagoas | 135 |
| RN | Major Sales | 129 |
Os desafios enfrentados por cidades médias
Cidades de médio porte enfrentam dificuldades específicas que podem resultar em perda de empregos. Em muitos casos, essas localidades lidam com limitações estruturais e uma base econômica menos diversificada, o que as torna suscetíveis a mudanças bruscas no mercado de trabalho. Por exemplo, cidades como Itaúna e Mariana de Minas Gerais sentiram o impacto de um mercado em retração, resultando em demissões significativas.
A falta de crescimento e inovação pode levar a uma estagnação do emprego, onde novas oportunidades não são criadas na mesma medida que empregos são supressos. Por isso, estratégias de desenvolvimento local são essenciais para revitalizar esses mercados.
Empregos criados vs. empregos perdidos
A comparação entre novas vagas e empregos perdidos revela um panorama delicado e preocupante. Embora algumas cidades tenham conseguido aumentar suas ofertas de emprego, o saldo geral ainda mostra um cenário misto. A predominância de perdas em regiões menores e menos desenvolvidas sugere que as soluções para o emprego precisam ser abordadas de forma a atender as particularidades locais.
Análise dos dados do CAGED
Os dados fornecidos pelo CAGED são cruciais para entender como o mercado de trabalho está se comportando ao longo do tempo. As informações destacam não apenas onde os empregos estão sendo criados, mas também os locais mais afetados pela demissão. Análises detalhadas desses dados podem ajudar a guiar as políticas públicas e as iniciativas de emprego para focar onde são mais necessárias.
Como o mercado de trabalho se transforma
O mercado de trabalho está em constante mutação. A ascensão das novas tecnologias e a mudança nas demandas por habilidades criam um ambiente que exige adaptação e resiliência. Trabalhadores estão sendo cada vez mais solicitados a se requalificarem, e a capacidade de adaptação se tornou um fator chave para a empregabilidade no Brasil.
O papel das políticas públicas no emprego
As políticas públicas desempenham um papel vital na criação de oportunidades de emprego e no suporte às regiões que mais necessitam. Medidas que incentivam a educação, a formação profissional e o incentivo à inovação são essenciais para combater a alta taxa de desemprego em diversas áreas do Brasil. É fundamental que essas políticas sejam direcionadas de forma a considerar as variáveis locais e as necessidades específicas de cada região.
As perspectivas para o futuro do emprego no Brasil
As perspectivas para o futuro do emprego no Brasil dependem de múltiplos fatores, incluindo a recuperação econômica, os investimentos em infraestruturas e o foco no desenvolvimento regional. A importância de criar um ambiente de negócios positivo que incentive o crescimento é inegável, e a colaboração entre o setor privado e o público será fundamental para criar um mercado de trabalho mais robusto e inclusivo.


