Curso de Libras em Osasco: Avanço ou apenas mais uma promessa?

Aula Inaugural e Desafios

Na última sexta-feira, dia 6 de março, a Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura de Osasco organizou a aula inaugural do curso intitulado “Libras para Todos”, além da formatura das turmas de 2025. O evento teve lugar no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cefor) e buscou marcar um passo na direção da inclusão social das pessoas surdas e mudas na cidade. Contudo, apesar da boa intenção, Osasco enfrenta desafios significativos que dificultam a real inclusão social desse grupo.

Participação da Comunidade Surda

A participação da população, no entanto, apresenta preocupações. Para o módulo básico de 2026, cerca de 2.300 pessoas se inscreveram, mas apenas 600 formandos foram registrados para 2025. Essa diferença acentuada parece indicar uma falta de confiança nas iniciativas de inclusão, ou talvez um desinteresse em participar de programas que são percebidos como ineficazes.

Diferenças em Relação a Outras Cidades

Quando comparado a outras cidades na região, como São Paulo, Osasco está atrasado em termos de programas de inclusão social. A infraestrutura precária das unidades educacionais limita o acesso a cursos e a efetividade desses programas. Enquanto outras cidades promovem iniciativas mais robustas e abrangentes, Osasco precisa acelerar o ritmo para alcançar os padrões necessários.

Curso de Libras em Osasco

Estrutura da Educação em Osasco

As aulas do curso de Libras ocorrem somente uma vez por semana e a conclusão de todos os módulos leva cerca de 18 meses. Essa dinâmica pode se tornar um empecilho para muitos interessados em aprender, que podem desistir devido à longa duração e à frequência restrita das aulas. Portanto, é necessário repensar a estrutura do curso para facilitar um aprendizado mais ágil e acessível.

Expectativas e Resultados do Curso

Além do coral de Libras promovido pela SAS durante o evento, a situação real enfrentada pela comunidade surda em Osasco continua desafiadora. O cotidiano revela que ainda existe uma grande dificuldade de comunicação em ambientes comerciais, onde muitos vendedores não têm conhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras).



A Importância da Formação de Profissionais

A formação de profissionais qualificados é um aspecto crucial na busca por uma inclusão real. A SAS estabeleceu parcerias com instituições de ensino, como a Uninove e a Unifesp, o que é um passo positivo. No entanto, a inclusão deve ser ampliada e não se restringir a aulas específicas. A formatação de 238 guardas civis municipais em 2024 é um exemplo positivo que pode ser expandido para outras áreas de serviço.

Números que Chamam a Atenção

Os números presentes no evento também são um fator que merece atenção. Para o ano de 2026, foram registrados 2.300 inscritos, enquanto apenas 600 formandos foram contabilizados para 2025. Essa discrepância sugere uma necessidade urgente de reevaluar as estratégias de engajamento e garantir um maior sucesso nas futuras edições do curso.

Planos para o Futuro da Inclusão

O secretário da SAS, José Carlos Vido, mencionou a esperança de que a Língua Brasileira de Sinais se torne uma segunda língua oficial, um desejo que emana de um desejo genuíno por inclusão. Entretanto, é imperativo desenvolver um plano mais consistente e eficaz que realmente atenda às necessidades da comunidade surda e assegure que todos tenham acesso à educação e à comunicação.

Iniciativas Necessárias

Osasco carece de um planejamento mais adequado e de recursos necessários para garantir que a inclusão social de surdos e mudos seja uma prioridade. A melhoria da infraestrutura das unidades educacionais e a capacitação de mais profissionais são essenciais para que a inclusão se torne uma realidade palpável.

Reflexões Finais sobre a Inclusão

Embora a iniciativa do curso de Libras em Osasco seja um passo positivo, a realidade que se apresenta revela que ainda há muito por fazer. As limitações estruturais e a falta de profissionais capacitados são barreiras significativas que precisam ser superadas para que a inclusão social seja verdadeira. Um plano mais abrangente e eficaz é fundamental para atender às reais necessidades da população surda, garantindo que todos tenham acesso à educação e à comunicação em suas vivências cotidianas.