A Importância da Conferência Nacional dos Bancários
A realização da 28ª Conferência Estadual da Fetec-CUT/SP, acontecida em 13 de junho de 2026, foi um marco significativo para os bancários de São Paulo. O evento, que reúne 15 sindicatos da região, não apenas proporcionou um espaço para o debate e a discussão, mas também fortaleceu a união da categoria em um momento de intensos desafios. Nesse encontro, os representantes puderam aprovar um plano de lutas e uma minuta que orientará as discussões na Conferência Nacional prevista para os dias 19 a 21 de junho.
Desafios na Defesa da Democracia
Um ponto de destaque durante a conferência foi a ênfase na defesa da democracia. Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, compartilhou as preocupações sobre a crescente eliminação de postos de trabalho no setor bancário. Desde 2020, cerca de 26 mil vagas foram extintas, o que levanta questões sérias sobre a necessidade de um novo modelo de trabalho. A proposta é encontrar um equilíbrio que associe tecnologia e emprego de qualidade, além de proporcionar tempo livre aos trabalhadores, permitindo assim uma vida além das obrigações profissionais.
A escolha dos Delegados e Representação
Durante o evento, foram eleitos 215 delegados para a Conferência Nacional, um passo essencial para a representação da classe bancária em questões que afetam diretamente seus direitos e necessidades no atual cenário econômico. Essa escolha não apenas garante que a voz dos trabalhadores de São Paulo seja ouvida, mas também que suas demandas sejam incluídas na agenda nacional de reivindicações. É um momento crucial para que as preocupações locais sejam integradas nas discussões em nível mais amplo.

O Papel do Sindicato Frente aos Desafios
A conferência evidenciou a importância do sindicato como um agente de transformação e defesa dos direitos trabalhistas. Aline Molina, presidenta da Fetec-CUT/SP, apontou que a mobilização é fundamental para enfrentar os desafios impostos por políticas que aumentam a violência e precarizam as condições de trabalho. A luta contra a escalada da violência policial, a entrega de bens públicos e o aumento de pedágios são exemplos de como a defesa do patrimônio e dos direitos sociais se tornaram vitais nessa era de incertezas.
Propostas para a Nova Minuta
Dentre as deliberações feitas, uma minuta foi aprovada, abordando propostas que serão levadas para a Conferência Nacional. Este documento servirá como base para as reivindicações dos trabalhadores, refletindo as necessidades de proteção e valorização do trabalho bancário em um contexto onde a tecnologia avança rapidamente. O desafio reside não apenas em garantir direitos já conquistados, mas também em buscar novas oportunidades que contemplem a dignidade e a qualidade de vida dos bancários.
Mobilização e Defesa dos Direitos Trabalhistas
Uma das iniciativas apresentadas na conferência foi a campanha “Eu Quero Mais Agências”, que visa sensibilizar a sociedade sobre os impactos negativos do fechamento de agências bancárias. A proposta é reunir informações sobre demissões, superlotação de agências e o adoecimento dos trabalhadores, reforçando a necessidade de um atendimento de qualidade e acessível a todos. Esse movimento simboliza a união da classe trabalhadora contra as práticas que visam à redução de custos em detrimento da qualidade de vida e acesso aos serviços essenciais.
Análise da Conjuntura Política Atual
O clima político atual, permeado pelo aumento da extrema direita e pelas constantes ameaças aos direitos dos trabalhadores, foi debatido por Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT. Ela enfatizou a importância da mobilização coletiva para resistir a essas tendências que buscam desmantelar políticas públicas e direitos trabalhistas. A análise da conjuntura revela que o ativismo e a organização da classe trabalhadora são fundamentais para garantir direitos conquistados e lutar por um futuro mais justo.
Campanha Eu Quero Mais Agências
A campanha “Eu Quero Mais Agências” representa um esforço conjunto para garantir que a sociedade tenha acesso aos serviços bancários presenciais. Durante a conferência, foram discutidos dados alarmantes sobre a exclusão bancária, com 2.649 municípios já sem agências. O fechamento de espaços físicos não é apenas uma questão de logística, mas implica em dificuldade de acesso para milhões de brasileiros, especialmente em contextos em que muitos ainda carecem de conexão à internet.
Combate à Violência de Gênero
Outro aspecto relevante abordado foi o lançamento da campanha “O Problema é Todo Nosso”, que visa conscientizar os bancários sobre a importância do combate à violência contra as mulheres. A proposta dessa iniciativa é envolver os homens na luta contra o machismo e à misoginia, fazendo com que se tornem aliados na busca por uma sociedade mais igualitária. A moção de repúdio a todas as formas de violência de gênero foi aprovada, destacando a união da categoria em defesa dos direitos de todos.
Construindo um Futuro para os Bancários
A conferência se encerrou com a energia renovada para a mobilização que virá. Os participantes saíram com a determinação de fazer uma campanha nacional vitoriosa, superando os desafios da atualidade e fortalecendo as conquistas da classe trabalhadora. A aprovação da minuta e do plano de lutas é a garantia de que os direitos dos bancários estarão na pauta da Conferência Nacional e que a luta continua em defesa da queda das práticas prejudiciais e pela garantia de uma vida digna em todas as esferas do trabalho bancário.


