Contexto da Campanha Nacional Unificada 2026
No dia 24 de junho de 2026, representantes dos bancários brasileiros entregaram à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a minuta com suas reivindicações, dando início a um importante ciclo de negociações. Essa entrega marca um momento significativo na luta pela valorização e pelos direitos da categoria, que abrange tanto bancários de bancos públicos quanto privados. As negociações são esperadas para se iniciar em julho, com a data-base da categoria estabelecida em 1º de setembro.
Reivindicações dos Bancários
A pauta apresentada foca em várias prioridades essenciais, incluindo:
- Ajuste Salarial: O aumento com a reposição total da inflação, acompanhada de um aumento real de 5%.
- Participação nos Lucros e Resultados (PLR): Proposta de uma PLR significativamente maior.
- Valor dos Benefícios: Melhoria dos valores do vale-alimentação e do vale-refeição.
- Emprego: Ampliação do número de postos de trabalho e da rede de atendimento bancário.
- Metas Justas: Combate às metas excessivas e desproporcionais.
- Defesa dos Bancos Públicos: Priorizar a proteção e o fortalecimento das instituições financeiras estatais.
Importância da Convenção Coletiva de Trabalho
Os bancários se destacam como uma das poucas categorias que contam com uma Convenção Coletiva de Trabalho válida em todo o Brasil. Este acordo é crucial, pois assegura condições estipuladas para toda a categoria, incluindo direitos trabalhistas fundamentais. Assegurar a continuidade e a eficácia deste acordo é uma prioridade nas demandas atuais.

Primeira Rodada de Negociação
A primeira rodada de negociação está prevista para ocorrer em julho, onde os representantes dos bancários esperam apresentar suas propostas e reivindicações coletivamente. Este processo é essencial para dialogar e buscar um entendimento que atenda tanto os interesses dos trabalhadores quanto a realidade dos bancos.
Impactos nas Relações de Trabalho
A pressão por resultados, aliada à intensificação do trabalho e à impessoalidade das relações devido à automação e ao uso de tecnologias, tem gerado preocupações acerca da saúde mental dos trabalhadores. Dados recentes mostram que uma parcela significativa dos bancários recorre a medicamentos controlados para lidar com o estresse e outras dificuldades relacionadas ao trabalho.
A Luta pela Valorização Salarial
A luta por um aumento real no salário se destaca como uma das principais preocupações da categoria. Em um cenário onde os lucros dos maiores bancos do Brasil atingem cifras exorbitantes, a divisão desses lucros de maneira justa entre os trabalhadores é necessária. Em 2025, os cinco maiores bancos do país reportaram lucros de R$ 145 bilhões, o que reforça a exigência dos trabalhadores por compartilhamento dos ganhos.
Apoio Às Instituições Financeiras Públicas
Os representantes da categoria também enfatizam a necessidade de proteger e apoiar os bancos públicos, que desempenham um papel vital no fortalecimento da economia e na promoção do desenvolvimento social. A defesa desse setor é uma prioridade, visto que sua existência garante maior estabilidade e acesso à população.
Desafios das Novas Tecnologias
A rápida adoção de tecnologias e inteligência artificial apresenta desafios significativos para os trabalhadores bancários. A necessidade de se adaptar a novas ferramentas demandadamente vem ligada ao receio de que os postos de trabalho estejam em risco. A categoria reclama por proteção contra automações que possam resultar em demissões em massa, o que potencializa a insegurança entre os trabalhadores.
Necessidade de Proteção ao Emprego
Considerando que entre 2024 e 2025 foram eliminados cerca de 14 mil postos de trabalho e mais de 1.300 agências encerradas pelos cinco maiores bancos, o sentimento de insegurança se intensificou. A luta pelos direitos trabalhistas está interligada à garantia de que esses cortes não se tornem uma nova norma na indústria.
Resultados da Consulta Nacional dos Bancários
Para articular a pauta de reivindicações, uma consulta nacional foi conduzida entre os bancários, envolvendo mais de 54 mil participantes entre 17 de abril e 31 de maio. Os resultados revelaram uma clara disposição da categoria em envolver-se na construção da pauta, sendo as principais demandas:
- 93% dos participantes indicaram a necessidade de um aumento real de salários.
- 63% pediram por uma PLR aumentada.
- 51% desejaram valores incrementados nos vales-alimentação e refeição.
- Além disso, 65% dos respondentes sinalizaram a importância da manutenção dos direitos conquistados anteriormente.
Estes dados não apenas mostram as expectativas em relação à próxima negociação, mas também refletem as preocupações com a saúde e as condições de trabalho dentro das instituições financeiras.


