Objetivos da Visita do Comitê
No dia 28 de setembro de 2026, o Comitê Técnico-Científico sobre Mudanças Climáticas da cidade de Osasco teve a oportunidade de visitar a Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas da Prefeitura de São Paulo, conhecida como SECLIMA. Um dos principais objetivos dessa visita foi a troca de experiências e estratégias que reforçam a importância das políticas e ações voltadas para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A reunião serviu ainda para fortalecer o compromisso de Osasco em integrar e estruturar melhor suas políticas climáticas municipais, atualmente em fase de desenvolvimento.
Importância da Cooperação Técnica
A visita à SECLIMA destaca a relevância da cooperação técnica entre diferentes municípios, especialmente em áreas vitais como a mudança climática. A troca de conhecimentos entre as gestões permite o desenvolvimento de soluções mais eficazes, além de ampliar a capacidade dos governos locais em enfrentar desafios similares, como a crescente incidência de eventos climáticos extremos. Essa colaboração é essencial para a implementação de uma política climática abrangente, que considere as particularidades e necessidades locais.
Experiências Compartilhadas na Reunião
Durante o encontro, os representantes de Osasco puderam se aprofundar em diversas experiências já implementadas pela Secretaria de São Paulo. Entre os temas abordados, destacou-se a articulação que ocorre entre diferentes secretarias municipais para favorecer o planejamento e a integração de ações voltadas à mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Osasco, ao observar as práticas da capital, pôde vislumbrar possibilidades de adaptação para sua própria realidade, reforçando a ideia de um trabalho conjunto em prol de um futuro sustentável.

Desafios das Mudanças Climáticas
As mudanças climáticas trazem consigo uma série de desafios que afetam diretamente as cidades. Oscilações de temperatura, chuvas intensas e a ocorrência de secas prolongadas são apenas alguns dos fenômenos que impactam a infraestrutura urbana, a saúde da população e a segurança alimentar. No contexto de Osasco, esses desafios podem ser potencializados, exigindo ações concretas que promovam a resiliência e minimizem os riscos associados a essas adversidades. A reunião também se concentrou na identificação desses desafios, discutindo como cada um deles pode ser enfrentado de maneira eficaz.
Ações de Mitigação e Adaptação
Uma das iniciativas principais discutidas no encontro foi a necessidade de desenvolver ações que visem tanto a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas quanto a adaptação às novas realidades impostas por esses fenômenos. A experiência de São Paulo em implementar programas de mitigação, como campanhas de reforestamento e uso de energias renováveis, foi compartilhada, oferecendo a Osasco um modelo a ser seguido. A criação de um planejamento estratégico para incorporar práticas sustentáveis nas políticas públicas municipais é fundamental para assegurar que a cidade se torne mais resiliente e possa atenuar os efeitos adversos das mudanças climáticas.
Planejamento Urbano e Clima
A inter-relação entre planejamento urbano e questões climáticas foi um ponto forte da discussão. A forma como as cidades são planejadas pode determinar a vulnerabilidade das populações e a operacionalidade dos serviços públicos em face de desastres naturais. Assim, integrar a variável climática nas diretrizes de planejamento urbano é imperativo. Osasco tem a oportunidade de, a partir da troca de experiências, repensar seus processos de planejamento, garantindo que a urbanização seja feita de forma consciente e preparada para os cenários futuros.
Integração entre Secretarias
Outro aspecto crucial abordado foi a importância da integração entre diferentes secretarias governamentais. O trabalho conjunto entre áreas como meio ambiente, saúde, infraestrutura e planejamento é essencial para que as ações climáticas sejam efetivas e sustentáveis. São Paulo exemplificou como essa articulação pode ser vantajosa, e Osasco poderá implementar essa abordagem, promovendo a colaboração intersecretarial, que assegura a visibilidade das questões climáticas em todas as áreas da administração pública.
Estratégias de Resiliência Climática
Durante a reunião, foram discutidas diversas estratégias voltadas para a resiliência climática que podem ser adaptadas à realidade de Osasco. A criação de um plano de resiliência deve incluir ações específicas que minimizem a exposição a riscos climáticos e aumentem a capacidade de resposta e recuperação da população em situações adversas. Essas estratégias abrangem desde a proteção de áreas vulneráveis até o engajamento comunitário em programas de conscientização e preparação.
Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades
Um dos instrumentos que vem sendo desenvolvidos em Osasco é a Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas (ARVC), que foi lançada em agosto de 2026. Essa ferramenta tem como proposta identificar os principais riscos climáticos que a cidade enfrenta, permitindo que políticas e ações de adaptação sejam fundamentadas em dados concretos. A apresentação e os resultados obtidos na avaliação de São Paulo foram valiosos para que Osasco pudesse entender melhor como realizar sua própria análise e planejar de maneira integrada as ações climáticas.
Futuro das Políticas Climáticas em Osasco
A visita à SECLIMA representa uma etapa significativa para o futuro das políticas climáticas em Osasco. Com a formação do Comitê Técnico-Científico, existe a expectativa de que ações mais robustas sejam implementadas em decorrência da experiência adquirida com São Paulo. A proatividade em buscar soluções e a valorização de um planejamento estratégico e cooperativo são passos essenciais rumo a uma Osasco mais sustentável e menos vulnerável aos impactos das mudanças climáticas. O comprometimento demonstrado durante a visita reforça a ideia de que a cidade está no caminho certo para enfrentar os desafios futuros com responsabilidade e inovação.


