Veja como foi o quinto dia de greve na Caixa

Crescimento da Mobilização

A greve motivada pelos trabalhadores da Caixa Econômica Federal atingiu seu quinto dia nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026. A mobilização entre os empregados se intensificou, resultando no fechamento de 268 entre os 283 pontos de atendimento na área de atuação do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Este aumento significativo na adesão à greve demonstra a união e a determinação da categoria em busca de melhorias nas condições de trabalho.

Protesto na Avenida Paulista

Em um ato marcante na Avenida Paulista, mais de 700 funcionários da Caixa participaram de uma manifestação em frente à agência localizada no número 750. O objetivo foi pressionar a administração do banco a apresentar uma proposta que realmente atenda às demandas dos trabalhadores em relação à renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A presença maciça de bancários de várias áreas, incluindo gestão e tecnologia, evidenciou a solidariedade entre os setores e a união em torno das reivindicações coletivas.

Satisfação e Insatisfação dos Empregados

Durante a manifestação, cerca de 30 bancários se inscreveram para expressar suas preocupações. As falas refletiram a insatisfação com a falta de resolutividade em pautas que, na visão dos trabalhadores, deveriam ter sido solucionadas nas mesas de negociação. Entre os principais pontos destacados estava o Super Caixa, que gerou descontentamento entre os empregados, sendo apelidado de “Super Calote” devido à sua gestão questionável.

greve na Caixa

Reunião de Bancários

A insatisfação também se concentrou no plano de saúde Saúde Caixa. Os trabalhadores reforçaram que o plano não pode ser discutido isoladamente do ACT. Essa crítica foi direcionada às propostas apresentadas pela Caixa, que não foram vistas como satisfatórias. Segundo Chico Pugliesi, diretor executivo do Sindicato e empregado da Caixa, a força da mobilização está levando a administração do banco a considerar voltar à mesa de negociação.

A Revolta com o Super Caixa

O “Super Caixa” foi um dos temas que gerou mais indignação entre os trabalhadores. A percepção de que as questões relacionadas a esse programa não foram adequadamente debatidas nas negociações mostrou a necessidade de uma discussão mais aprofundada sobre os impactos negativos que ele traz para os empregados. Essa revolta culminou na determinação de buscar respostas e soluções satisfatórias por parte da direção da Caixa.

Demandas por Saúde e Bem-Estar

No centro das reclamações, o plano Saúde Caixa também foi tema de debate. Os trabalhadores insistiram que este plano deveria trazer benefícios amplos e que a sua gestão deve ser revisada no contexto das negociações do ACT. A saúde e o bem-estar dos empregados são primordiais, e muitos expressaram que o banco precisa levar essas questões a sério, considerando-as parte das condições de trabalho que precisam ser aprimoradas.

Reabertura da Mesa de Negociações

A mobilização intensa dos empregados levou a Caixa a reabrir as negociações coletivas. A decisão veio em resposta à indignação gerada pela ameaça da administração em retirar direitos históricos que a categoria conquistou ao longo dos anos. A administração do banco, ao receber um ofício da Contraf-CUT, acatou o pedido para retomar as conversas, o que indica uma abertura para negociar os termos do ACT.

Impacto da Greve nos Serviços

A greve, que já dura cinco dias, está tendo um impacto significativo sobre os serviços prestados pela Caixa. Com a maioria das agências fechadas, muitos clientes estão enfrentando dificuldades para realizar suas transações bancárias. A união dos trabalhadores, portanto, não apenas reflete suas aspirações e necessidades, mas também tem um impacto direto na operação da instituição.

Próximos Passos da Mobilização

O Comando de Greve se reuniu na tarde de segunda-feira para discutir a continuidade da mobilização e planejar as próximas ações. O Sindicato enfatizou a importância de manter a greve em andamento, convocando os empregados a se unirem a novas atividades programadas nas regiões. Essa organização contínua é fundamental para pressionar a administração da Caixa a buscar uma solução que respeite as necessidades dos trabalhadores.

Ações do Sindicato e Participação dos Empregados

O Sindicato dos Bancários está ativo na organização e no suporte aos trabalhadores durante este período de greve. Acompanhando as movimentações, o Sindicato planeja um novo ato para a tarde de terça-feira, 15 de setembro, às 14h, na Gipes, na rua Gentil de Moura, 90, Alto do Ipiranga. Além disso, são organizadas comissões de esclarecimento em diferentes agências para informar os empregados e garantir que suas vozes sejam ouvidas.

Para além das ações imediatas, é essencial que a unidade entre os trabalhadores se mantenha forte para que a Caixa apresente uma proposta que reflita as verdadeiras necessidades de quem constrói diariamente a instituição. A determinação dos empregados tem o poder de transformar a situação atual e garantir um futuro mais justo e satisfatório no ambiente de trabalho.